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Em universidade de São Bernardo, multidão de alunos persegue colega de microvestido, que só consegue sair escoltada pela PM
LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL
MARLENE BERGAMO
REPÓRTER-FOTOGRÁFICA
TALEBAN NA UNIBAN
Deu na Folha de S. Paulo
TALEBAN NA FACULDADEEm universidade de São Bernardo, multidão de alunos persegue colega de microvestido, que só consegue sair escoltada pela PM
LAURA CAPRIGLIONE
DA REPORTAGEM LOCAL
MARLENE BERGAMO
REPÓRTER-FOTOGRÁFICA
Pu-taaa! Pu-taaa! Pu-taaa! Cerca de 700 alunos da UNIBAN, Universidade Bandeirante de São Paulo, campus de São Bernardo, pararam as aulas do noturno para perseguir, xingar, tocar, fotografar, ameaçar de estupro, cuspir. Tudo isso contra uma aluna do primeiro ano do curso de turismo, 20 anos, 1,70 metro, cabelos loiríssimos esticados e olhos verdes, que compareceu à escola em um microvestido rosa-choque, pernas nuas com pelinhos oxigenados à vista, salto 15, maquiagem de balada, na quinta-feira da semana passada (22).
Michele Vedras (nome fictício inventado por ela em um blog) só conseguiu sair da escola sob escolta de cinco soldados da PM, duas mulheres inclusive, que tiveram de usar spray de pimenta para conter os mais exaltados e abrir caminho entre a massa. Vídeos do ataque circulam pela rede, um deles intitulado "A Puta da Uniban".
O microvestido rosa-choque de Michele, naquele dia, andou de ônibus -no total, a moça gasta duas horas para ir e voltar da faculdade. Mereceu elogios -"Gostosa!"- durante o trajeto. O mesmo vestido foi usado na festa de aniversário da sobrinha de Michele, uma festinha em família. Mas, na Uniban, onde a moça chegou às 19h45, o tempo esquentou.
Estudantes de outros cursos que não os de turismo, entrevistados pela Folha anteontem, criticaram Michele. "Ela veio provocar." "Ela andava rebolando." "Deixou cair uma carteira, de propósito, só para ter de se agachar." "Aquilo não é roupa de vir à faculdade."
Estudantes do curso de turismo ouvidos pela Folha defenderam a colega. "Ela sempre anda assim, de um jeito ousado." "Ela faz esse estilo mulherão mesmo." "Ela é avantajada, sim. Mulheres com a autoestima lá embaixo morrem de inveja." "É uma vergonha para a escola ter alunos assim. Parece que esses caras nunca viram uma mulher."
Desfile na rampa
O prédio da faculdade de turismo tem um átrio central cercado de rampas por todos os lados. Quando Michele chegou à escola e começou a subir uma rampa, os rapazes ficaram paralisados. Alguns conseguiram se mexer. Mas para ir ao prédio vizinho, chamar colegas para ver também. A pequena multidão, até aí, tinha cerca de 200 pessoas, segundo um estudante. Muitos assobiavam.
Michele achou melhor sair da rampa no segundo andar e usar a escada para chegar ao terceiro, onde fica a classe dela.
As aulas começaram. Às 20h30, a jovem resolveu ir ao banheiro. Uma colega de classe fez questão de acompanhá-la, receando algum problema. "Eu estava com receio, mas nem podia imaginar o que viria daí para frente", disse Kelly Andrezzi dos Santos, 19. De repente, algo como 20 garotas de outros cursos invadiram o banheiro. Queriam obrigar Michele a vestir uma calça, xingavam-na, diziam que ela estava provocando, "causando".
A confusão foi a senha. Rapazes saíam de suas salas e se aglomeravam na porta do banheiro das mulheres. O professor Rubens, de Desenvolvimento Gerencial, que dava aula para a classe de Michele, teve de sair da sala em operação de resgate. Foi acompanhado por colegas de turma.
"A gente teve de distribuir tapas nas mãos dos meninos, que tentavam enfiar o aparelho celular no meio das pernas [da Michele], para tirar fotos", lembra a amiga Amanda de Sousa Augusto, 19, aluna da mesma classe. "Foi uma agressão, uma injustiça. A Michele é uma superboa pessoa."
A turma do professor Rubens voltou para a sala e se trancou nela. A essa altura, a maioria dos garotos dos dois prédios da Uniban já tinha saído de suas classes. Eles revezavam-se no visor da porta, pulavam para alcançar uma janela mais alta.
O coordenador de curso subiu até a classe sitiada. Pediu que Michele fosse embora. Que ela vestisse o jaleco dele ao sair. E foi-se. Michele não quis sair.
O namorado ia buscá-la no fim do período de aulas -iriam juntos a uma festa.
Presos na sala de aula, a turma e o professor ouviam os estudantes lá fora gritando. "Solta ela, professor! Deixa pra nós." "Vamos estuprar!" Colegas de classe colaram folhas de fichário por dentro da janela, para evitar os olhares.
A essa altura, Michele chorava, desmanchando a maquiagem. Um chute na porta, a maçaneta voou. Machucou o professor. Três seguranças se apresentaram na sala. O mais graduado dirigiu-se à moça: "Bonito, né... Vir à faculdade dessa maneira". Ele queria que Michele saísse naquele momento, mas a representante de classe não permitiu. Achava que a colega corria risco. Chamou o 190.
"Seus coxinhas [PMs], vão levar a gostosa?", um aluno uivou no ouvido de A., um dos policiais que atendeu ao chamado.
Quando Michele passou, escoltada, na frente da sala dos professores, uma docente fez questão de sair. Com uma careta, perguntou: "É essa a fulana?".
Na catraca da escola, sempre sob a escolta policial, Michele viu entre os que a agrediam uma menina com o celular na mão, fotografando a sua vergonha: "Ela pega o ônibus comigo todo dia. Sempre quietinha.
Mas naquele dia, ela atacava irada: pu-ta, pu-ta. Não entendi por que tanta raiva".
Filha de uma dona de casa e de um supervisor de serviços, ambos apenas o primário completo, Michele tem um irmão de 32 e duas irmãs (30 e 16). O pai é quem paga os R$ 310 de mensalidade. Mora em um bairro popular em Diadema. Já trabalhou em um mercadinho.
Michele não pretende abandonar a faculdade. Hoje, ela comparece pela primeira vez à Uniban, desde o episódio, para depor em uma sindicância que apura o ocorrido. A jovem tem ficado reclusa. "Sempre ando arrumada, salto alto e maquiada. É assim que me vejo. É assim que eu sou. Mas, desde aquela quinta-feira, não consigo mais ser quem eu era. Só me visto de calça e camiseta e a maquiagem ficou na gaveta", disse.
Michele Vedras (nome fictício inventado por ela em um blog) só conseguiu sair da escola sob escolta de cinco soldados da PM, duas mulheres inclusive, que tiveram de usar spray de pimenta para conter os mais exaltados e abrir caminho entre a massa. Vídeos do ataque circulam pela rede, um deles intitulado "A Puta da Uniban".
O microvestido rosa-choque de Michele, naquele dia, andou de ônibus -no total, a moça gasta duas horas para ir e voltar da faculdade. Mereceu elogios -"Gostosa!"- durante o trajeto. O mesmo vestido foi usado na festa de aniversário da sobrinha de Michele, uma festinha em família. Mas, na Uniban, onde a moça chegou às 19h45, o tempo esquentou.
Estudantes de outros cursos que não os de turismo, entrevistados pela Folha anteontem, criticaram Michele. "Ela veio provocar." "Ela andava rebolando." "Deixou cair uma carteira, de propósito, só para ter de se agachar." "Aquilo não é roupa de vir à faculdade."
Estudantes do curso de turismo ouvidos pela Folha defenderam a colega. "Ela sempre anda assim, de um jeito ousado." "Ela faz esse estilo mulherão mesmo." "Ela é avantajada, sim. Mulheres com a autoestima lá embaixo morrem de inveja." "É uma vergonha para a escola ter alunos assim. Parece que esses caras nunca viram uma mulher."
Desfile na rampa
O prédio da faculdade de turismo tem um átrio central cercado de rampas por todos os lados. Quando Michele chegou à escola e começou a subir uma rampa, os rapazes ficaram paralisados. Alguns conseguiram se mexer. Mas para ir ao prédio vizinho, chamar colegas para ver também. A pequena multidão, até aí, tinha cerca de 200 pessoas, segundo um estudante. Muitos assobiavam.
Michele achou melhor sair da rampa no segundo andar e usar a escada para chegar ao terceiro, onde fica a classe dela.
As aulas começaram. Às 20h30, a jovem resolveu ir ao banheiro. Uma colega de classe fez questão de acompanhá-la, receando algum problema. "Eu estava com receio, mas nem podia imaginar o que viria daí para frente", disse Kelly Andrezzi dos Santos, 19. De repente, algo como 20 garotas de outros cursos invadiram o banheiro. Queriam obrigar Michele a vestir uma calça, xingavam-na, diziam que ela estava provocando, "causando".
A confusão foi a senha. Rapazes saíam de suas salas e se aglomeravam na porta do banheiro das mulheres. O professor Rubens, de Desenvolvimento Gerencial, que dava aula para a classe de Michele, teve de sair da sala em operação de resgate. Foi acompanhado por colegas de turma.
"A gente teve de distribuir tapas nas mãos dos meninos, que tentavam enfiar o aparelho celular no meio das pernas [da Michele], para tirar fotos", lembra a amiga Amanda de Sousa Augusto, 19, aluna da mesma classe. "Foi uma agressão, uma injustiça. A Michele é uma superboa pessoa."
A turma do professor Rubens voltou para a sala e se trancou nela. A essa altura, a maioria dos garotos dos dois prédios da Uniban já tinha saído de suas classes. Eles revezavam-se no visor da porta, pulavam para alcançar uma janela mais alta.
O coordenador de curso subiu até a classe sitiada. Pediu que Michele fosse embora. Que ela vestisse o jaleco dele ao sair. E foi-se. Michele não quis sair.
O namorado ia buscá-la no fim do período de aulas -iriam juntos a uma festa.
Presos na sala de aula, a turma e o professor ouviam os estudantes lá fora gritando. "Solta ela, professor! Deixa pra nós." "Vamos estuprar!" Colegas de classe colaram folhas de fichário por dentro da janela, para evitar os olhares.
A essa altura, Michele chorava, desmanchando a maquiagem. Um chute na porta, a maçaneta voou. Machucou o professor. Três seguranças se apresentaram na sala. O mais graduado dirigiu-se à moça: "Bonito, né... Vir à faculdade dessa maneira". Ele queria que Michele saísse naquele momento, mas a representante de classe não permitiu. Achava que a colega corria risco. Chamou o 190.
"Seus coxinhas [PMs], vão levar a gostosa?", um aluno uivou no ouvido de A., um dos policiais que atendeu ao chamado.
Quando Michele passou, escoltada, na frente da sala dos professores, uma docente fez questão de sair. Com uma careta, perguntou: "É essa a fulana?".
Na catraca da escola, sempre sob a escolta policial, Michele viu entre os que a agrediam uma menina com o celular na mão, fotografando a sua vergonha: "Ela pega o ônibus comigo todo dia. Sempre quietinha.
Mas naquele dia, ela atacava irada: pu-ta, pu-ta. Não entendi por que tanta raiva".
Filha de uma dona de casa e de um supervisor de serviços, ambos apenas o primário completo, Michele tem um irmão de 32 e duas irmãs (30 e 16). O pai é quem paga os R$ 310 de mensalidade. Mora em um bairro popular em Diadema. Já trabalhou em um mercadinho.
Michele não pretende abandonar a faculdade. Hoje, ela comparece pela primeira vez à Uniban, desde o episódio, para depor em uma sindicância que apura o ocorrido. A jovem tem ficado reclusa. "Sempre ando arrumada, salto alto e maquiada. É assim que me vejo. É assim que eu sou. Mas, desde aquela quinta-feira, não consigo mais ser quem eu era. Só me visto de calça e camiseta e a maquiagem ficou na gaveta", disse.
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PAULICEIA ABANDONADA
Por trás da espessa camada de pó, do tijolo rachado e da parede descascada, eles enxergam história, arquitetura e belas esculturas capazes de contar um pouco do cotidiano esquecido da cidade de São Paulo. Desde janeiro, o fotógrafo Douglas Nascimento e a historiadora Glaucia Garcia de Carvalho reúnem no site "São Paulo Abandonada" dezenas de registros fotográficos de construções escondidas pelos cantos da capital. São casas, galpões, prédios, lojas, palacetes e fábricas, que correm o risco de desabar ou serem demolidos.
"Inicialmente, o projeto era fotografar só casas antigas. Mas eu percebi que, como a cidade está em constante mutação, é interessante fotografar todas as construções que fazem parte do nosso cotidiano. Eu não tenho mais esse tabu de fotografar um imóvel novo que esteja abandonado. Na medida do possível, eu fotografo tudo", explicou Nascimento, que pretende documentar tudo aquilo que não puder ficar de pé --seja pela gana da especulação imobiliária, seja pela ação do tempo-- para as futuras gerações.
Ele conta que sempre teve como hobby sair aos finais de semana bem cedo para fotografar a arquitetura da cidade e que percebeu que muitos dos lugares que visitava, depois de algum tempo, eram drasticamente modificados ou deixavam de existir. "Então, decidi que era hora de tentar fazer alguma coisa para mostrar essa transformação. Passei a estudar, comprar livros de arquitetura, aprendi o que é art nouveau, art déco, arte moderna, o que é um frontão. E conforme eu ia estudando, fotografava coisas mais específicas. Quando vi já tinha um banco de dados considerável", lembra. O site também funciona como um canal para que os moradores da cidade denunciem a falta de cuidado com o patrimônio histórico e fiscalizem a ação do poder público. O fotógrafo anota todos os lugares indicados pelos internautas, junta com aqueles que ele descobre, e coloca tudo em uma planilha dividida por regiões.
"Eu ando a cidade inteira por conta do meu trabalho. Não dá para parar e fotografar toda vez que eu vejo um lugar interessante. Mas eu levo um gravador digital comigo e, quando eu vejo um prédio abandonado, faço anotações de voz. Depois volto para fotografar", explica. Achar preciosidades perdidas entre as cerca de 400 mil construções abandonadas em São Paulo é apenas a primeira parte da história. Depois que o imóvel é fotografado, a dupla começa um árduo trabalho para tentar descobrir um pouco mais sobre a história daquele lugar, que envolve pesquisa on-line, no Arquivo Histórico Municipal, no Arquivo do Estado e também conversas com vizinhos e moradores da rua.
"Mesmo quando é um imóvel simples, como uma casa que achamos na Penha, as pessoas participam, escrevem e contam que ali morava um tal de Chicão, que era de tal jeito, que ajudava as pessoas do bairro. E assim, as pessoas alimentam a própria história dos imóveis", disse Nascimento.
Fabiana Uchinaka do UOL Notícias, São Paulo
www.saopauloabandonada.com.br/
"Inicialmente, o projeto era fotografar só casas antigas. Mas eu percebi que, como a cidade está em constante mutação, é interessante fotografar todas as construções que fazem parte do nosso cotidiano. Eu não tenho mais esse tabu de fotografar um imóvel novo que esteja abandonado. Na medida do possível, eu fotografo tudo", explicou Nascimento, que pretende documentar tudo aquilo que não puder ficar de pé --seja pela gana da especulação imobiliária, seja pela ação do tempo-- para as futuras gerações.
Ele conta que sempre teve como hobby sair aos finais de semana bem cedo para fotografar a arquitetura da cidade e que percebeu que muitos dos lugares que visitava, depois de algum tempo, eram drasticamente modificados ou deixavam de existir. "Então, decidi que era hora de tentar fazer alguma coisa para mostrar essa transformação. Passei a estudar, comprar livros de arquitetura, aprendi o que é art nouveau, art déco, arte moderna, o que é um frontão. E conforme eu ia estudando, fotografava coisas mais específicas. Quando vi já tinha um banco de dados considerável", lembra. O site também funciona como um canal para que os moradores da cidade denunciem a falta de cuidado com o patrimônio histórico e fiscalizem a ação do poder público. O fotógrafo anota todos os lugares indicados pelos internautas, junta com aqueles que ele descobre, e coloca tudo em uma planilha dividida por regiões.
"Eu ando a cidade inteira por conta do meu trabalho. Não dá para parar e fotografar toda vez que eu vejo um lugar interessante. Mas eu levo um gravador digital comigo e, quando eu vejo um prédio abandonado, faço anotações de voz. Depois volto para fotografar", explica. Achar preciosidades perdidas entre as cerca de 400 mil construções abandonadas em São Paulo é apenas a primeira parte da história. Depois que o imóvel é fotografado, a dupla começa um árduo trabalho para tentar descobrir um pouco mais sobre a história daquele lugar, que envolve pesquisa on-line, no Arquivo Histórico Municipal, no Arquivo do Estado e também conversas com vizinhos e moradores da rua.
"Mesmo quando é um imóvel simples, como uma casa que achamos na Penha, as pessoas participam, escrevem e contam que ali morava um tal de Chicão, que era de tal jeito, que ajudava as pessoas do bairro. E assim, as pessoas alimentam a própria história dos imóveis", disse Nascimento.
Fabiana Uchinaka do UOL Notícias, São Paulo
www.saopauloabandonada.com.br/
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PENSAMENTOS
Tem dias que penso muito na "verdade" das frase feitas. Essa, por exemplo, cabe "justinho" nesses tempos de agora:
“Quem sabe muito, ouve; quem sabe pouco, fala. Quem sabe muito, pergunta; quem sabe pouco, opina”.
...Então me lembro da letra de Apesar de Você do Chico.
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão
Apesar de você
amanhã há de ser outro dia!
...Então surge uma esperança... que um dia você sifu!
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O Bistrô Mistral, em parceria com a ONG Novolhar, inaugura nesta segunda-feira, dia 5 de outubro, o projeto “Chef Por Uma Noite”, que vai levar para a cozinha o crítico musical Wladimir Soares. Wlady vai preparar o prato Isadora Duncan (foto), o peito de frango que era o carro-chefe do restaurante Spazio Pirandello, nos anos de 1980. “Esta vai a ser a última vez que preparo o “Isadora”. Daqui prá frente, só vou de Danton”, afirma o autor do livro-agenda sobre Adoniran Barbosa.
Nessa mesma noite, o artista plástico Ige D’Aquino - que foi o primeiro ilustrador da coluna de Paulo Francis no jornal Folha de S.Paulo - inaugura mostra de sua mais recente produção de aquarelas. O burburinho da noite será embalado com o som de uma banda de jazz.
Esta noitada do “Projeto de Segunda” está aberta ao público. A entrada é franca e as pessoas só pagam o que consumir. O prato da noite vai custar R$25,00 e parte de sua renda será revertida aos projetos educacionais da ONG Novolhar.
http://www.novolhar.org.br/
Mistral Bar Bistrô Eventos
Hotel LinsonRua Augusta, 440-São Paulo
A DESPEDIDA DE ISADORA
O Bistrô Mistral, em parceria com a ONG Novolhar, inaugura nesta segunda-feira, dia 5 de outubro, o projeto “Chef Por Uma Noite”, que vai levar para a cozinha o crítico musical Wladimir Soares. Wlady vai preparar o prato Isadora Duncan (foto), o peito de frango que era o carro-chefe do restaurante Spazio Pirandello, nos anos de 1980. “Esta vai a ser a última vez que preparo o “Isadora”. Daqui prá frente, só vou de Danton”, afirma o autor do livro-agenda sobre Adoniran Barbosa.Nessa mesma noite, o artista plástico Ige D’Aquino - que foi o primeiro ilustrador da coluna de Paulo Francis no jornal Folha de S.Paulo - inaugura mostra de sua mais recente produção de aquarelas. O burburinho da noite será embalado com o som de uma banda de jazz.
Esta noitada do “Projeto de Segunda” está aberta ao público. A entrada é franca e as pessoas só pagam o que consumir. O prato da noite vai custar R$25,00 e parte de sua renda será revertida aos projetos educacionais da ONG Novolhar.
http://www.novolhar.org.br/
Mistral Bar Bistrô Eventos
Hotel LinsonRua Augusta, 440-São Paulo
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PLINIO MARCOS
Plínio Marcos nasceu na cidade de Santos em 29 de setembro de 1935 e para celebrar seu aniversário, alguns amigos, atorores e admiradores vão se reunir no Teatro de Arena na próxima terça-feira, dia 29.
Será uma noite de bate papo, depoimentos e até uma roda de samba. Na verdade é um encontro simples de amigos e pessoas que admiram este grande dramaturgo. Também é um momento para começar as comemorações pelos 50 anos da primeira montagem de Barrela, em Santos em 1º de novembro de 1959 e lembrar os dez anos sem Plínio.
É só chegar, a partir das 19h.
Dia 29 de setembro, Terça Feira, a partir das 19h
Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Rua Teodoro Baima, 94 – Tel. 3256 9463 - Metrô República
Organização: Amigos do Plínio.
Apoio: O Autor na Praça
www.pliniomarcos.com
Será uma noite de bate papo, depoimentos e até uma roda de samba. Na verdade é um encontro simples de amigos e pessoas que admiram este grande dramaturgo. Também é um momento para começar as comemorações pelos 50 anos da primeira montagem de Barrela, em Santos em 1º de novembro de 1959 e lembrar os dez anos sem Plínio.
É só chegar, a partir das 19h.
Dia 29 de setembro, Terça Feira, a partir das 19h
Teatro de Arena Eugênio Kusnet
Rua Teodoro Baima, 94 – Tel. 3256 9463 - Metrô República
Organização: Amigos do Plínio.
Apoio: O Autor na Praça
www.pliniomarcos.com
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Segunda feira o Canal Brasil exibirá mais episódio da clássica série de TV - Vigilante Rodoviário. No total são 38 episódios do programa, que foram exibidos originalmente pela Tupi em 1961. Estrelada por Carlos Miranda, o seriado, considerado o primeiro da América Latina, mostrava as aventuras do vigilante Carlos e seu cão Lobo a bordo de um carro Simca Chambord ou de uma moto Harley Davidson, pelas estradas e ruas do país.
Vigilante Rodoviário
Canal Brasil às segundas-feiras, 20h30, com reprises terça, 15h30 e domingo, 11h.
VIGILANTE RODOVIÁRIO
Segunda feira o Canal Brasil exibirá mais episódio da clássica série de TV - Vigilante Rodoviário. No total são 38 episódios do programa, que foram exibidos originalmente pela Tupi em 1961. Estrelada por Carlos Miranda, o seriado, considerado o primeiro da América Latina, mostrava as aventuras do vigilante Carlos e seu cão Lobo a bordo de um carro Simca Chambord ou de uma moto Harley Davidson, pelas estradas e ruas do país.Vigilante Rodoviário
Canal Brasil às segundas-feiras, 20h30, com reprises terça, 15h30 e domingo, 11h.
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VIADUTO SANTA EFIGÊNIA
VIADUTO SANTA EFIGÊNIA
(ADONIRAN BARBOSA / ALOCIN)
Venha ver
Venha ver eugênia
Como ficou bonito
O viaduto santa efigênia
Venha ver
Foi aqui,
Que você nasceu
Foi aqui,
Que você cresceu
Foi aqui que você conheceu
O seu primeiro amor
Eu me lembro
Que uma vez você me disse
Que um dia que demolissem o viaduto
Que tristeza, você usava luto
Arrumava sua mudança
E ia embora pro interior
Quero ficar ausente
O que os olhos não vê
O coração não sente
(ADONIRAN BARBOSA / ALOCIN)
Venha ver
Venha ver eugênia
Como ficou bonito
O viaduto santa efigênia
Venha ver
Foi aqui,
Que você nasceu
Foi aqui,
Que você cresceu
Foi aqui que você conheceu
O seu primeiro amor
Eu me lembro
Que uma vez você me disse
Que um dia que demolissem o viaduto
Que tristeza, você usava luto
Arrumava sua mudança
E ia embora pro interior
Quero ficar ausente
O que os olhos não vê
O coração não sente
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VIADUTO SANTA EFIGÊNIA
Sua obra foi executada entre 1911 e 1913, com projeto dos arquitetos italianos Giulio Michetti e Giuseppe Chiapori. O viaduto de metal tem 225 m de comprimento e foi encomendado na Bélgica, de onde as peças vinham prontas para serem montadas aqui, o que demorou três anos. Na construção das fundações, atuou o mestre-de-obras alemão Grundt. Os responsáveis alegavam que a cidade não dispunha de mão-de-obra especializada para garantir a execução de uma obra perfeita como essa, o que a tornou a mais cara executada na época, tanto que o município pela primeira vez aventurou-se a pedir um financiamento - 750 mil libras esterlinas - junto ao governo da Inglaterra.
O objetivo era facilitar o trânsito dos carros e carruagens que enfrentavam a difícil ladeira da Avenida São João, além de melhorar o trânsito dos bondes que subiam a Rua São bento e a Rua XV de Novembro, e que contariam, a partir de então, com uma ligação mais eficiente entre os dois lados do Anhangabaú.. Atualmente, o viaduto serve exclusivamente como área de passagem para pedestres.
Seus gradis são um testemunho da belle époque, com destaque para o estilo art nouveau, embora já não sejam tão rebuscados. Em 1978, teve sua estrutura totalmente recuperada pela EMURB e uma escada metálica que dá acesso ao Vale do Anhangabaú foi acrescentada. Com estrutura pintada de ocre, arcos multicoloridos e uma iluminação noturna que destaca suas linhas, esta obra marca, ao lado do Viaduto do Chá, a paisagem do vale.
O objetivo era facilitar o trânsito dos carros e carruagens que enfrentavam a difícil ladeira da Avenida São João, além de melhorar o trânsito dos bondes que subiam a Rua São bento e a Rua XV de Novembro, e que contariam, a partir de então, com uma ligação mais eficiente entre os dois lados do Anhangabaú.. Atualmente, o viaduto serve exclusivamente como área de passagem para pedestres.
Seus gradis são um testemunho da belle époque, com destaque para o estilo art nouveau, embora já não sejam tão rebuscados. Em 1978, teve sua estrutura totalmente recuperada pela EMURB e uma escada metálica que dá acesso ao Vale do Anhangabaú foi acrescentada. Com estrutura pintada de ocre, arcos multicoloridos e uma iluminação noturna que destaca suas linhas, esta obra marca, ao lado do Viaduto do Chá, a paisagem do vale.
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"Cada cidade tem a sua fisionomia , a sua feição , como as pessoas têm um conjunto de traços com os quais se constrói a sua identidade , o seu caráter .
Mas uma fisionomia se transforma com o tempo . Em São Paulo, esse caráter se perde com facilidade e as novas gerações se perguntam qual é a nova fisionomia , qual é o caráter da cidade ?"
Nestor GoulartReis Filho , São Paulo e outras cidades : produção social e degradação dos espaços urbanos .
AS CONTRADIÇÕES DA CIDADE
Nestor Goulart
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